quarta-feira, 20 de abril de 2011

true story.



sábado, nove e pouco da manhã. cedo. sábado de manhã será sempre cedo, independentemente da hora. ia lavar a cara e os dentes já que um corte de cabelo me esperava e, provavelmente, a pensar que já estaria atrasado. enquanto afogo o lavatório reparo que uma aranha mais pequena que uma formiga lança teias desesperadamente e com muita pressa para se salvar daquele diluvio épico. cheio de pena e sofrimento de culpa elaboro um plano se salvamento que nem Hasselhoff seria capaz de meter em prática nos tempos em que era salvador nas praias. com o cabo da minha escova de dentes resgato o aracnídeo do lavatório. primeira fase, concluída com sucesso. estando a minha escova de dentes igualmente molhada, seco muito bem as minhas mãos e faço uma mudança de estadia à aranha. agora recupera ao sol, pela janela da minha casa de banho, nas "costas" da minha mão esquerda. durante 5 minutos. pelo menos. segunda fase, muito sucesso. no início deste processo pensei que não se safava. as patinhas quase não se viam e parecia uma bolinha de aranha. mas com o sol foi recuperando até que começou, parecia-me, a fazer uma dança de agradecimento à minha pessoa e ao meu gesto nobre. as patinhas não paravam de "acariciar" (já vão perceber as "") a minha mão no mesmo sítio. quando começou a andar, com muita pressa, descobrindo todos os meus dedos, pensei que seria uma boa altura para a libertar à liberdade da minha casa, pensando que ela pode ter um espaço por lá.
ok.
fiz as minhas limpezas.
sinto uma comichão onde a pequenina aranhinha fez a tal dança.
ok...
desinfecto com álcool, já que começava a ficar vermelho.
não pára. ainda mais comichão.
nada fixe.
as horas vão passando e a comichão não passa mas há um dado novo: no vermelhão da comichão começa a sair um líquido viscoso. não, sério. viscoso.
nada fixe, mesmo.
começo a pensar. há duas hipóteses. três, vá. ou no dia seguinte sou o homem aranha (para mim o mais lógico). quando acordar no domingo a minha mão transformou-se numa pata de aranha (também, bastante lógico). ou então, pela mesma hora, amanhã, já não sentia nada e podia contar isto às pessoas próximas de mim e aqui.
fixe!
foi a terceira que se realizou. a menos lógica, para mim.

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