terça-feira, 14 de outubro de 2008

coisas.


que merda vêm ser aquela, dos pontos negros?
sei que é cedo demais para lerem alguma coisa que comece por "que merda", mas não consigo abordar a questão de outra maneira. tem que ser à asneirada. e não falo dos pontos negros que se tem na cara, ou nas costas, (antes fosse) falo daqueles gajos que pegam em instrumentos musicais e pimba, toma lá música cocó. impressionante-mente, "toda a gente" os adora. conseguiram um contracto com a Universal, vejam bem. tudo que é rádio gosta deles. tudo que é "crítico de música" gosta deles. dizem que é roquenrol puro e duro. o projecto mais (rock) genuíno dos últimos 20 anos. não sei não.

strokes.



entretanto foi visto o último dos Coen. esperava o humor tresloucado de Arizona Junior, mas não. mal o filme acabou, a minha cara-metade matou logo ali o filme. queria ter falado sobre ele, pensar sobre ele, respirar um bocadinho, moer o filme, pelo menos, até sair da sala...mas ela não deixou. logo depois da parte final, onde o espectador quase não respira, meteu o filme debaixo de terra sem dó nem piedade.
não sou fã sério de Coen. acho só, do que vi claro, dois filmes brilhantes: Fargo e Arizona Junior, logo, posso dizer mal à vontade sem preconceito nenhum. eu que nem vi o No Country for Old Man, acho que neste filme eles não se preocuparam tanto em fazer um grande filme. quiserem esticar-se numa espreguiçadeira e relaxarem um bocado. mas as coisas não correram bem. acho que o filme vive demasiado das performances das estrelas (Brad Pitt , John Malkovich, George Clooney, Frances McDormand e J.K. Simmons que, para mim, é um génio) não tendo um desenrolar fluído e lúcido. se disser que o melhor do filme é J.K Simmons que tenta perceber o que se está a passar, sendo um pouco a imagem do espectador. e é ele que tira a moral do filme: não repetir o que foi feito e os erros cometidos, embora não saiba exactamente onde erraram e nem percebeu bem o porquê daquilo tudo ter acontecido.



entretanto estreou o novo programa dos Gato Fedorento, Zé Carlos. outro belo cocó. piada, zero. no primeiro programa achei piada ao Fernando por esticão. só. nada mais. parece que vivem das caretas e "dizeres" de Ricardo Araujo Pereira. acho que fazia bem voltarem ao anonimato, escrevendo comédia para actores. é só uma ideia.

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