quarta-feira, 6 de agosto de 2008

coisas


Agosto.
o mês dos meus anos, mês de calor, férias, bronze, praia, cerveja fresca, areia fresca, pés descalços e conseguir estacionar na minha rua, seja a que hora for.
adoro Agosto.
curiosamente é o primeiro Agosto (só as duas primeiras semanas, é certo) em que trabalho num horário certo, tenho que estar às 9 num cliente e às 6 da tarde vou para casa. se conseguir mais cedo, tudo bem! essa coisa de haver menos trânsito em Lisboa, no mês oito, não é tão simples e certo como isso. de manhã, tudo fino. o ar é mais limpo, leve e fresco, alguns semáforos estão intermitentes e menos carros carregam o alcatrão. mas porquê? porque as pessoas não têm que chegar a horas aos seus postos de trabalho. e à tarde, sai tudo a horas criando aquele trânsito irritante porque supostamente não deveria haver aquela aglomeração de veículos.
mas pronto, enquanto tudo se banha em mar salgado, ou salta para piscinas de água doce, eu sou feliz porque não apanho trânsito de manhã.


se há algo em que somos (portugueses) muito maus é a fazer televisão. não toda, é certo. ficção, é isso, somos muito maus a fazer ficção. acho que nem vale a pena estar a referir programas para justificar tal afirmação. mas por vezes acontece o impensável. um milagre, como se de uma árvore que só dá maçãs mirradas e amargas avistamos uma maçã perfeita, doce e suculenta. essa maçã chama-se CONTA-ME COMO FOI. não se trata de uma ideia original, já que existe o CUÉNTAME CÓMO PASÓ, que retrata o cenário político e social da Espanha nos anos 60 e 70. mas tenho a certeza que a versão portuguesa tem muito mais sucesso e, atrevo-me a dizer, faz muito mais sentido. aquilo é a nossa (portugueses, outra vez) cara. somos nós que estamos a ser retratados e não a politica e os meios sociais. os carros, os copos, as cadeiras, as roupas, os sonhos, as portas, os dizeres. é tudo aquilo que os meus pais e avós contam da época. o respeito pelos outros e por uma cidade que gostava (dava tudo) para a viver. é reconfortante ver a série. é como me enrolasse em cobertores quentes e fofinhos, a minha mãe fazia-me a dobra dos lençóis, dava-me um beijo e desejava-me uma noite boa.
está muito excepcionalmente bem feita, onde o pormenor torna-se na coisa mais importante.
dá vontade em comprar os DVD’s para puder mostrar aos meus descendentes e dizer: “Era assim que o meu pai me dizia que se vivia naquela altura.”

o canal MOV é uma caixinha de surpresas. como podemos estar a ver ENTOURAGE ou O JOGO, podemos apanhar o filme mais série Z de Kung Fu. não estão bem a visualizar o filme que passou. fiquei confuso e baralhado. se vos disser que numa cena de pancadaria entre um barco e pessoal que estava no mar (beira-mar) um “guerreiro” saltou da água para o barco com uma facilidade impressionante. o curioso é que no gigante salto que deu, que não duvido que deu, deu tempo para se secar quando chegou ao barco. quer dizer…estava ensopado na água, chegou ao barco sequíssimo. como terá acontecido isso? impressionante.

ps. quem advinhar que praia é a que está na foto, ofereço um rebuçado.

1 comentário:

Wellington Almeida disse...

desculpa, sei que é mau ler isto vindo de um estrangeiro mas concordo 150% a vossa ficção é do mais rasca que há. E meto aí o cinema tbm. Não é preconceito,e nem comparações algumas, é mesmo mau e ponto. A única coisa boa de que me lembro gostar muito e pensar "isto nem parece português" (eu sei, eu sei..)é um curta de animação brilhante chamado "A suspeita" e que inclusive, já está no You Tube. De resto, nem sei porque pago aqueles canais todos :(