quinta-feira, 29 de maio de 2008

ódios...

Não sei de onde aparecem estes sentimentos amargos e obscuros, por coisas que não me fizeram mal algum e até são adorados por muita gente. Acho que também me enerva o facto de uma pessoa, evento e/ou entidade ganhar popularidade e adoração desmesurada, ao ponto de automaticamente me virar contra elas. Primeiro sem razão aparente, mas se pensar um pouco no assunto encontro logo boas razões para ficar militante anti-qualquer coisa. Vamos especificar algumas coisas que me tiram do sério.



1. A adoração, de toda a gente, por Amy Winehouse.

“O quê? Não gostas dela, nem da música dela? Além de seres um anormal, és sempre do contra!”. É mais ou menos aquilo que oiço quando digo, orgulhosamente, que não gosto nada dela. Da música, do fenómeno, do cabelo horrível e principalmente da toda euforia à volta dela (levando pessoas que não deveriam cantar, nem no banho, a invocar as suas vozes bem alto no metro daquela musiquinha irritante em que ela diz que não quer ir para uma clínica). Enfim, não vou dizer que ela canta mal. Voz tem. E muito boa por sinal. Mas não é a única. Para mim a Alice Russel canta tão bem ou melhor, tendo muito mais nível que Amy, mas como não dá tanto nas vistas nem tem problemas com a justiça, álcool e drogas vende bem menos.
Sei respeitar os gostos dos outros. Conheço uma pessoa que gosta de Toy e não ando a espanca-la sempre que o encontro. Mas uma coisa é gostos variados e selectos, outra é uma onda de euforia estúpida criada pelos media dizendo que é uma diva à antiga com uma voz que não se ouvia já a algumas décadas, fazendo com que milhares de pessoas digam que aquilo é óptimo e ela é espectacular.
Amy Winehouse é uma praga. Oiço-a quer na Radar, quer na Mega FM.
Porra, não gosto NADA do que ela faz.



2. Rock in Rio

Para começar. Eu não vou. E já de seguida: Porque não deixam Lisboa em paz e vão para o Rio? Já que o próprio nome do evento indica que é no Rio que o Rock acontece!
Ora…todos se queixam que Portugal parece o Brasil e que vão a uma loja qualquer e quem está a trabalhar são brasileiros, que querem usar as cabines telefónicas e está alguém a ligar para Itiruipadiú do Norte Interior e está tudo mal e tal…mas depois pagam balúrdios para contribuir para aquela máfia? “Ah, paz no mundo e coiso”, tretas! Além que o cartaz é sempre péssimo (devo lembrar que o ano passado abriu com d’zert e este ano vamos ter tokio hotel e tal, maravilha) este festival de “música” preenche demasiado a SIC, SIC Notícias, SIC Mulher e SIC Radical com uma miúda com olhos tortos a dizer que vai. Se fosse apanhar naquela cara, fazia-me um favor enorme.
Toda a gente diz que o tempo está mau e está esquisito e que quer calor. Deixem estar assim que está óptimo. Quero é chuva e vento para este fim-de-semana, até porque a tenda electrónica (que é das melhores coisas que andam por lá) este ano não é tenda alguma. Espectacular. Lindo.
Mais uma vez: Não me importo que haja alguém que goste de ir ao Rock in Rio…quer dizer…importo. Não gosto daquilo nem por nada. Ainda por cima este ano a Amy vai passar por lá. Ao menos vai estar bem acompanha com os tokio hotel, ivete sangalo, Paulo gonzo, alejandro sanz, 4taste, just girls e docemania.
Por amor de Allah, fora daqui!



3. Selecção Nacional (Scolari)

Que idiotice. Para mim a Selecção Nacional só deveria existir na altura dos campeonatos do Mundo e Europa. Sei que tem que haver jogos de apuramento, e tudo mais, mas é tão chato. É terrível interromper o campeonato e privarem-me de ver o meu Sporting para que Portugal possa dar uma seca de jogo a toda a gente num Liechtenstein – Portugal. Ainda por cima Scolari fez com que toda a gente gostasse de ver a Selecção Nacional. Terrível. Todo o Zé da esquina vibra por Portugal, mete a sua bandeirinha na janela, manda as dicas estapafúrdias sobre futebol. O europeu de 2004 foi óptimo. Portugal jogava que se fartava! Mas não por causa do Scolari, mas sim devido ao Mourinho e toda uma equipa que ele formou. A espinha dorsal da equipa de Portugal era a mesma do Porto que ganhou a Liga dos Campeões. E se houve culpado da derrota na final foi o “menino” Scolari, que não percebe nada, nada mesmo, de futebol. Alias…deu um “documentário” sobre o Europeu, onde mostravam as palestras do Felipão à equipa (quer nos intervalos dos jogos, quer antes dos jogos) e aquilo é pavoroso. Nem os nomes dos jogadores da Grécia ele sabia. Enfim, mais um fala-barato que soube atrair gente, dinheiro, intresses à volta do futebol que deveria ser simplesmente um desporto (de massas, quer queiramos quer não) e não um chamariz para toda a gente poder opinar. Detesto quando estou no estádio do Sporting a ver um jogo grande, daqueles que enchem o estádio, e está lá o adepto parvo que vê bola uma vez por ano e não se cala o jogo inteiro a dizer que aquele joga mal e aquele tem pés grandes e o outro devia rapar o cabelo, etc.
E digo mais: prefiro ver o Sporting campeão nacional que Portugal campeão do Mundo.

Vamos para por aqui, que escrever tanta coisa que me irrita dá-me aquele tremelique no olho esquerdo!

2 comentários:

Wellington Almeida disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Wellington Almeida disse...

E já agora, concordo em parte com o lance do Rock in Rio. Acho esta coisa do "por um mundo melhor" uma treta e como festival de música a mim é completamente indiferente. Quem está por trás das escalações não tem noção nenhuma do que é música. Veja-se or exemplo o cartaz do Super Bock Super Rock de 2007. Para mim, um dos melhores cartazes de sempre de um festival português. Agora a parte que te desagrada mais. Nenhum festival português consegue capitanear as mediaticidade que o Rock in Rio consegue e isso temos de lhes louvar. Pôr toda a media a falar dele, conseguir patrocínios de peso e mobilizar inclusive o transporte público (o metro fechou às 03:30 nos dias do festival)não é para qualquer um. É preciso muita perspicácia e talento para isso. E isso não deveria causar repulsa ou «ódios» a quem quer que fosse, deveria servir de exemplo. Se eles atravessaram o atlântico e conseguiram o que nenhum organizador português conseguiu, só este mérito já serve para calar uns quantos.E no primeiro dia, viu-se a adesão em massa (falaram em 120 mil pessoas)que foi.

Abraços.