terça-feira, 13 de março de 2007

Smile On Those Daggers


Gosto dos filmes fantásticos dos chinocas. E sim, disse chinocas. Gosto de toda aquela grandiosidade que o filme nos apresenta. Mas é que é mesmo tudo grande. Os planos são enormes. Uma simples chávena de chá torna-se na “a chávena”. Um simples colar, torna-se no “o colar”. Percebem? Eles (sim, os chinocas), tornam tudo grande. Qualquer detalhe torna-se na personagem principal da acção. Gosto disso. E também gosto nas espectaculares e inacreditáveis cenas de acção. Neste filme, essas cenas não surgem com tanta frequência como gostaria. Ao ver o filme, dava comigo a pensar: “Pontapé já no gajo!!! O quê? Ele disse aquilo? Espada na garganta, já, muito rápido!!!” Mas não. A violência não é gratuita, muito menos barata. De muitos filmes de artes marciais que já assisti (e foram muitos mesmo), The Curse Of The Golden Flower detém de uma das melhores que já assisti. É surreal, espectacular, hipnótica, asfixiante, aflitiva, orgásmica e um pouquinho agridoce. A imagem acima é o começo dessa mesma cena.

Falando no filme, propriamente dito, trata de trama familiar. Uma família Imperial, relações incestuosas, lutas por poder, mentiras, e todo um rol de berbicachos que não foram resolvidos a tempo e horas.
Muitas vezes pensei que estava a ver um filme de Bollywood, tal eram as cores dos cenários, vestimentas, maquilhagens, etc. Mas como nunca avistei nenhuma monhé (sim disse monhé) a cantar, acompanhada de 23459 mil gajos a dançar atrás, fiquei convencido que não se tratava de um filme saído dos estúdio Indianos.

Gostei. Gostei muito.

1 comentário:

TD disse...

vi ontem! adorei! não em termos de luta mas em termos visuais! as cores do palacio...