sábado, 12 de março de 2005


Foi preciso um sábado cinzento, preguiçoso, ressacado, para começar novamente a escrever para um blog meu. Realmente, já tinha saudades de relatar algum acontecimento, falar sobre um filme, uma música, qualquer coisa mesmo. Devo dizer também, que não sou nenhum mestre da escrita, nem tenho grandes cuidados na construção de texto, já que para mim, o mais importante é as (poucas) pessoas que leiam os meus textos percebam a mensagem que transmito, os meus sentimentos da altura, a minha maneira de pensar, etc. Vamos começar?

Para o meu primeiro post, resolvi falar destes Sábados e/ou Domingos, onde parece que não vivemos em sociedade, onde o tempo para e o nosso Mundo fica reduzido somente à nossa casita. No meu caso, já algum tempo que estes dias não se passavam comigo, mas depois de uma noite de folia, bem regada com Porta da Ravessa era quase impossível que a preguiça aguda não viesse ter comigo.
Duas da tarde…acordava com o estômago bem confuso, a calma que se vivia na minha casa quase que era palpável, lavo a cara e os dentes, visto umas calças de fato treino, uma sweet-shirt grande e confortável, calço umas meias de futebol, e estou pronto para um sábado de recuperação. Sabia que só iria sair de casa depois de jantar, então tinha que planear bem o meu dia. Enquanto o meu estômago decidia o que lhe apetecia, a água foi a minha melhor amiga. Ligo o computador para adiantar algo da escola…não fiz nada. Nestes dias, os horários alimentares ficam altamente alterados, cortamos as relações com outros seres humanos, e ficando o nosso melhor amigo, o comando da televisão e do dvd.
Por vezes, penso se os meus amigos também estão de quarentena, vendo um filme qualquer, passando pelas brasas de vez em vez. No meu caso, não se tratava de um filme qualquer, mas sim do surpreendente “Carne Fresca Precisa-se”, tendo como título original “The Green Butchers”. O realizador é o senhor Anders Thomas Jensen que fez o tocante “The Funeral”. O filme era bom demais para eu descansar a vista, mas mal acabou a manta escocesa agasalhou-me na sala escura e solitária. Outra coisa fantástica destes dias, para mim, é o grande salto hórario que acontece a meio da tarde, ou seja, até certa hora ainda é cedo, e temos imenso tempo para o nosso dia sem que ninguém nos chateie, de repente…toda a nossa casa é noite e o relógio avançou duma maneira abismal. Isso significa que pessoas que saíram de casa estão prestes a voltar, prontas para me fazerem perguntas, terem conversas, andarem dum lado para o outro, enfim…tudo o que eu não preciso nem quero hoje! Hoje, só faltou a chuva melancólica lá fora para eu me sentir totalmente protegido e confortável em casa.
E pronto! Tenho que me arranjar, para voltar ao mundo real.
Paz.

P.S - Obrigado ao meu amigo João Pedro por me emprestar o The Green Butchers, que é tudo, menos um filme de sábado á tarde!
 Posted by Hello

1 comentário:

Peter disse...

Quem ainda não viu o meu antigo blog...aqui vái: www.despertardamente.weblogger.terra.com
Abraços e Paz.