quarta-feira, 7 de novembro de 2012



Este dia de frio e chuva ocasional, faz-me lembrar as primeiras alturas após a obtenção da carta de condução. Era frequente ir, sozinho, para a Costa de Caparica encontrar-me com o mar. Naquela altura, a Costa ainda não tinha sofrido as obras e consequentes (des)arranjos na sua zona costeira, era possível estacionar o carro no pontão mesmo "em cima" da praia. E ficava eu, com o carro desligado, a ver se mais alguém tinha tanto tempo livre como eu, com olhos fixos nas ondas que davam à costa.

Por vezes, o mar estava calmo. Outras alturas, nem por isso. Mas o resultado seria, quase sempre, o mesmo. Saí do carro, respirava fundo, espreguiçava-me e lá ia eu vestir o meu fato neoprene (invariavelmente húmido) que me ia resguardar, um pouco, do oceano gélido.

Sentia-me bem. Vivia bem com aquela solidão. Apreciava, até. No mar somos outros. Para começar, somos muito menos do que em terra. Somos diminuídos. Por vezes, senti-me indesejado lá. Se não era a arrebentação e correntes a não me deixarem entrar era a ondulação a querer-me fora dali. Combatia, com algum medo, os impedimentos por vezes com dificuldade. Mas era o resultado dessa luta (com algumas vitórias plenas de deleite) que me fazia sentir recompensado e, vá lá, até especial.

Depois de vestir roupas secas e ligar o aquecimento do carro, ficava sempre, novamente, a fitar o mar. Já não estava lá e ele nem sentia a minha falta. Diminuído, outra vez, mas com mais uma aprendizagem feita. Só restava voltar a sentir os meus pés para conseguir conduzir novamente, e lá ia eu voltar a ganhar manias e grandezas parvas que o mar salgado me tinha lavado à pouco.

ps: Bodyboard.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Ler / Ver

Há pessoas extraordinárias. E, depois, há pessoas extraordinárias que fazem coisas, também elas, extraordinárias. Como, principalmente, consumista - só - de coisas extraordinárias nem sempre tenho um conhecimento preciso sobre o carácter do criador, arriscando-me a admirar um grande burgesso. Mas, tendo em conta tudo o que se sabe de quem vou falar, arrisco-me a afirmar que se tratam de pessoas extraordinárias já que a regularidade de bom gosto e tamanho rigor de qualidade superior não podem surgir de pessoas abaixo do espectacular.

Organizemos e separemos individualidades.

Miguel Esteves Cardoso.

Para mim é muito fácil gostar de MEC. Começando pelo Acrónimo / sigla resultante do seu nome. Nada a declarar. Depois, quer dizer, cresci a ouvir, pelo menos uma vez por semana, que "o Miguel escreve muito bem e sempre com muita piada", "o MEC, nesta crónica, dá uma tareia linguística aos 'pivôs' de televisão", "o Esteves Cardoso percebe de música que se farta", e por aí adiante. Ou seja, antes de ler, ou ver, qualquer coisa dele, eu já gostava do senhor. Mas, de facto, tudo o que eu vejo dele, agrada-me. Sim, sempre teve muita dificuldade em expor o seu "génio" na televisão mas mesmo aí, serei sempre fã incondicional e apoiante convicto. A meu ver, é um verdadeiro intelectual mas não se leva muito a sério por isso. Sempre soube ver e analisar o país que tem e as pessoas que nele vivem. Tem romances belíssimos, como tem um livro de crítica gastronómica (coisa que leva muito a sério, acredito). A última coisa que descobri dele foi isto:



Textos de crítica e reflexão musical de 1980 a 1982. Brilhante. Tudo. Claro, que muitas bandas não conheço, confesso. Mas se ele diz mal, acredito. Além do gosto, que gosto, de MEC, a importância de ser crítico musical, no início dos anos 80, a leveza e sentido cómico dado a muitas "reviews" de álbuns mostra uma à-vontade intelectual e uma clareza na noção de O que se É e que importância é que isso tem. Além de qualidade literária patente em cada linha é, em suma, uma lição, mais uma, de como escrever uma crítica musical.

Do outro lado do Atlântico, está Daniel Clowes. Criador do comic (que quero muito) Eightball e de livros como Ghost World, David Boring (que quero ainda mais), Wilson (vamos lá a ver, eu quero tudo dele, ok?) e, mais recentemente, este belíssimo Death Ray.



Sim, além da estória em sim, pode-se dizer que é um deleito no que diz respeito a livro de banda desenhada, ficando bem em qualquer prateleira de qualquer casa. Depois, além do desenho característico de DC, vimos alguém que utiliza muito bem as ferramentas e capacidades que a banda desenhada dá a quem a faz e disponibiliza para quem a lê. A utilização de cores, técnicas de leitura, enfim...passeia-se pelas tiras, onde cada prancha é uma constante surpresa. No que toca ao enredo, pode-se dizer que se trata de um jovem que se apercebe que tem um super poder escondido que é "acordado" sempre que faz algo que é pouco aconselhável, de uma forma consensual. Digamos que poderia ser um Homem Aranha (mesmos dilemas familiares, não é a pessoa mais popular do liceu, tem aquela altura em que a personagem principal se apercebe dos poderes e tal) mas um pouco mais alternativo devido, lá está, à forma surpreendente de espoletar as suas super-capacidades e o propósito das mesmas.


ps: Acho escandaloso a palavra "estória" e "espoletar" apareceram no dicionário do Goolge Chrome como erro. Pavoroso.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

i'm not giving up on you



como é possível não gostar dos filmes de Wes Anderson? quem não gostaria de viver, nem que fosse umas férias, num filme realizado por esse senhor?

a única longa metragem que me falta ver é o Bottle Rocket (que já está pronta para que não fique atrás das outras, é uma questão de tempo), de 1996, mas adianto-me a dizer que irei gostar, nem que seja pelo "aspecto" que Wes consegue dar a tudo o que faz. o detalhe do cenário a importância do adereço. a criação de personagens tão...estranhas e bonitas(!) que parecem impossível coabitar "no Mundo real", entre os mortais, mas com quem eu me identifico tanto. e, claro, quem interpreta o que Anderson idealiza é tão bom, que as torna credíveis (por difícil que possa parecer)e adoráveis.

o último que vi dele, não foi o último que estreou em cinema. esse, Moonrise Kingdome, deve ser o mais bonito de eles todos. o último que vi dele, Rushmore, é um filme intemporal, mesmo! poderia ter sido feito ainda hoje que nada estava fora de tempo nem sítio. Jason Schwartzman e Bill Murray (ou as suas personagens, não sei bem) mereciam estátuas por todo o planeta devido a este filme.

faça o que fizer, estarei cá para ver e gostar. totalmente parcial e faccioso. não me importo.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

ainda tenho idade para estas coisas




Comic Con Episode IV: A Fan's Hope é um documentário sobre a maior feira internacional de comic's, action figures, cosplay e tudo, tudo mesmo, relacionada com o entretenimento. filmes, séries, banda desenhada, jogos de tabuleiro, you name it. é um pouco complicado explicar, aqui, o porquê daquilo ser tão essencial e fazer tanto sentido para muita gente e o facto de eu querer tanto ir lá. por outro lado, nem é preciso explicar tal coisa para certos amigos meus. e sinceramente, não percebo este buraco, um pouco jocoso até, que contém toneladas de desentendimento e que separa pessoas da mesma geração. compreendo que as pessoas não tenham os mesmos gostos, até acho muito bem isso acontecer, mas, dando um exemplo prático, associar infantilidade a quem colecciona brinquedos acho, isso sim, digno de um sentimento de um miúdo de 10 anos.

o documentário tem vários relatos de ilustres conhecidos que fazem parte de toda esta cultura. um deles (o realizador de Hostel) disse uma coisa bem acertada. depois de uma certa geração, as pessoas começaram a perceber que o que se gosta aos 15 anos, pode-se continuar a gostar numa idade adulta. e é isso. acho que este sentimento é global. o comprar todo o merchandising relacionado com o gosto é que já não é transversal.

respondendo a uma das primeiras perguntas que "o documentário" faz a vários visitantes da feira: "Vens à Comic Con à procura de quê?", pensando bem, iria por toda a experiência de estar lá. ou seja, ia à procura da própria Comic Con. claro, figuras vintage Star Wars, anime, comic's do Usagi Yojimbo, tudo relacionado com Regular Show e alguma figura que me provocasse pele de galinha estaria nas minhas prioridades.

falando um pouco melhor de Regular Show.

era bom se a vida fosse como a de Rigby e Mordecai. tenho uma sincera inveja do mundo do Regular Show. coisas como a simplicidade da plena felicidade por poder comer bolo sem pagar numa festa de anos, o importante divertimento de uma "prank call" e a séria responsabilidade de chegar ao último nível de um jogo e conseguir derrotar O "boss", são impossíveis de não invejar a quem as personaliza como "way of life".

enfim, may the force be with you.

nota: na foto, o dono da maior distribuidora de comic's dos Estados Unidos (que é o mesmo que dizer, do Mundo) "abraça" o comic mais raro e caro de sempre. o primeiro volume de Red Raven de 1940, avaliado em milhares de euros.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

three mc's and one dj


por vezes custa muito acreditar na morte.

só para dizer que cresci com os Beastie Boys. considero o Ill Communication um dos melhores discos de música que alguma vez ouvi. sempre foram uma banda que fizeram clássicos e que nunca renegaram o que são mas não tiveram medo de arriscar, inovando.

na semana passada, Adam Yauch faleceu e passaram a two mc's and one dj. um dos maiores arrependimentos que tenho foi não os ver ao vivo. uma das maiores alegrias é ouvi-los com o som bem alto.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

mas também adorei o The Avengers



viu-se, este fim-de-semana, dois filmes que fazem totalmente o meu género. o primeiro, Le Skylab, retratando um dia em família na Bretanha com direito a borrego no espeto, muito vinho e todo o carrossel emotivo que uma família proporciona. o segundo, This Must Be the Place. fala de uma estrela Pop dos anos 80 que vive bastante aborrecido com a sua fiel mulher bombeira na sua mansão na Irlanda e decide encontrar aquilo que o pai não conseguiu, no interior profundo dos Estados Unidos.



gostei bastante dos dois, e a sua "pontuação" no IMDB é, no mínimo, injusta. aliás, injusto estou eu a ser a usar a classificação do IMDB como medidor aceitável.
deixo as críticas e consequentes análises para quem as merece e deve fazer, mas não acabo o "post" sem dizer isto:

- a família como tema transversal;
- mais uma vez, grande papel de Sean Penn;
- torna-se, cada vez mais, obrigatório ver tudo de Julie Delpy;
- cada vez fico com mais vontade de visitar as entranhas dos Estados Unidos;
- espero que o Indie Lisboa cresça ainda mais para que aprenda a fazer melhores cerimónias de encerramento de festival.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

dezassete e meia


o comércio local não está morto. ele existe, persiste, resiste e contém um encanto próprio impossível de recriar em qualquer shopping. compreendo o crescimento dos "centros comerciais" e a sua adesão. basta ver a deslocação gigante de moradores de Lisboa para os subúrbios a partir, principalmente, dos anos 70. o que me parece, é que o comércio de bairro ainda não se habituou aos novos moradores que Lisboa alberga e os horários de pessoas como eu. as drogarias, as lojas de velharias/antiguidades, as livrarias, as lojas de sapatos, etc, ainda jogam com as regras das 9 às 5. e é raro as pessoas jogarem esse jogo. neste momento quase não há regras para quem é empregado e o comércio que tanto gosto, devia fazer duas coisas que me parecem urgentes:

- fechar, pelo menos, às 20:00.
- estar aberto Sábado à tarde e Domingo. até podiam encerrar Segunda Feira.

Claro, que Lisboa devia estar mais habitada, as rendas deviam ser mais baratas no centro de Lisboa, e toda esse blá-blá que se conhece. mas acredito que só com estas duas alterações, muitos lojistas iam ver grandes diferenças nos seus estabelecimentos.
Veja-se:
no outro dia consegui despachar-me mais cedo das minhas obrigações laborais e a minha maneira de deslocação era o metropolitano de Lisboa. duas combinações que não andam juntas, nem poucas vezes, na minha vida. pensei em sair na Alameda e ver que lojas interessantes encontrava até casa. encontrei várias. e encontrei uma zona que é extremamente habitada e movimentada (isso já sabia) o que permitiria que lojas, lojinhas, florescessem por aquelas ruas. ainda por cima queria ver o que comprava de interessante com o total de pouco menos que 6€ no porta moedas.
a minha primeira compra foi uma peça decorativa para o meu WC. 1,45€ por uma caixa de pasta dentífrica Couto, marcando os 75 anos de existência, comprada numa drogaria pequena e com o cheiro de drogaria.

depois, um sítio que tinha um aviso na montra indicando: "COMPRO DISCOS". quando assim é, entra-se sem hesitações. é pequeno, desarrumado e exige algum tempo e paciência para procurar bons discos. o senhor lia o jornal sentado numa cadeira de barbeiro antiga e lindíssima. tinha umas molduras e mais alguns móveis "de cada nação" que estariam para venda, mas nem liguei muito. os disco de 12 e LP de 10 são o seu forte. com as minhas restantes moedas comprei isto

e isto


claro que alguns ficaram guardados, já que não queria ultrapassar o limite do valor estipulado.
até chegar a casa, claramente era capaz de comprar uma cadeira, um ramo de flores, um candeeiro e fiquei com muita curiosidade em entrar numa drogaria que tinha um senhor de idade avançada, de boina, e bata branca à porta.
é urgente uma mudança mútua, para que "eu" continue a comprar coisas na minha freguesia que, como disse um conhecido nosso, é o novo centro de Lisboa.

terça-feira, 3 de abril de 2012

vergonha



porque o que nós fazemos parecer fácil e do dia-a-dia, não o é. vivemos, quase sempre, a pedir uma mudança acima. as rotinas são os nossos sítios seguros e culpadas da nossa diminuição. é tudo difícil, tudo complicado, tudo incompreensível, tudo assustador.

vive-se com incertezas profundas e sentimentos estranhos. equações de resolução apurada, mas concentramos-nos em acordar a horas, e ter barba aparada para mostrar no "open space".

não sou diferente. também estou sujeito à "condição humana". e gosto de me preocupar com o mundano.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

espanto



excluindo as discussões tridimensionais, isto foi das melhores coisas que vi no cinema este ano. não será o melhor filme, com certeza, mas como objecto de cinema e tudo o que isso poderá significar, o tempo que passei na sala 4 do El Corte Inglés com óculos, que fazem lembrar os Ray Ban, foi uma "verdadeira ida ao cinema".

claro, sou fã da obra de Hergé e de todo o Universo criado pelo Sr! as personagens magníficas, inteligentes e verdadeiramente tridimensionais. toda a cultura visual que passa obrigatoriamente pelos meios de transporte e elementos fundamentais de acção (aviões, carros, motas, submarinos, etc) e depois, a título mais pessoal, o Tintin é da família. cresci com a admiração que a minha Mãe e meu pai tinham pelo rapaz de cabelo empinado e, mais ainda, pelo delirante Capitão Haddock. logo, automaticamente e naturalmente seria objecto de culto para mim. mas à parte da minha tendência de gostar do novo filme de Spielberg, acho mesmo que tudo aquilo está muito bem feito no sentido de ser perfeitamente fiel às tiras originais de Remi mas não caindo no óbvio e no "já vi isto".

epá. gostei mesmo. tipo, sorriso na cara.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

alcatifa cinzenta.




preciso do Inverno como todas as outras estações. sem excepções, sem exageros. sofro com o calor, detesto vento. adoro noites quentes, não vivo sem nuvens escuras. calma lá...dizer que a minha vida depende de um conjunto de pequenas partículas de água suspensas na atmosfera, parece-me um pouco exagero. a bem da coerência altero para: adoro noites quentes, deliro com nuvens escuras. acabou-se o exagero, aparece um pouco de demência.

todas as estações são cúmplices do nosso planeamento do dia-a-dia. a maneira como vivemos o nosso tempo útil é alterado e o nosso ano fica um monte diversificado de experiências adaptadas às condições que nosso senhor jesus cristo nos dá. (pausa longa) sim, é verdade, foi uma piada. além das diferenças óbvias e obrigatórias, das diferentes datas do ano, existem outras singularidades que me agradam muito. para ser actual, falarei do Inverno.
gosto de não ter frio. portanto, gosto que esteja frio e que eu esteja no meio dele mas sem o sentir. gosto da roupa de inverno. malhas com padrões que fazem lembrar a minha infância. gosto de correr a fugir da chuva e cada vez que dou dois passos a chuva intensifica-se. adoro voltar para a cama ainda quente depois de dar de comida ao meu gato às 4:30 am.

há, de facto, coisas estranhas que criam uma ligação afectiva. alcatifa cinzenta, por exemplo.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

asneiras à parte.



é inevitável que a qualquer altura do nosso percurso enquanto ser humano, vamos falhar. é que nem acertamos de raspão deixando uma ferida que uma manga rasgada de uma camisa possa curar. é o chamado "falhar redondamente". isto acontece a todos. só não acontece a quem não tem que fazer escolhas. decidir que rumo se vai ter, se queremos morango ou escolhemos outro saber que dê bem com o chocolate, se aceleramos para passar o laranja ou travamos suavemente porque acabámos de tomar banho, o carro está limpo e tudo parece estar bem connosco. estamos tranquilos, confusão fica no alcatrão. (só escrevi alcatrão porque rimava. posso, porque o texto é meu)

aliado à falta de pontaria, preso em fita adesiva -como nas promoções de super-mercado- vêm aqueles comentários que é a última coisa que se precisa de ouvir. é certo, que gosto de sinceridade e a mesma é necessária mas os anos já não são assim tão poucos e a plena consciência que a o trapo sobrecarregado de sangue não chega para sarar o nosso falhanço.

por vezes sinto falta da simples palmada nas costas, nos olhos que apontam para os sapatos ou, até, uma súbita mudança do tema de conversa. pena, que tenho, que não seja um comportamento lato.

penso que a premissa será: tenho este problema. vais resolvê-lo por mim ou vais ser simpático? não!? então viste estas trovoadas que passaram?

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

gostei especialmente da referência a The Herd. #thewalkingdead
ok. acho que já posso voltar a usar um wallpaper de Walking Dead.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

nharf



não serei o único. mas chateia.
sentir que faria melhor outra coisa. que me sentiria melhor a fazer outra coisa.
não faço a mínima ideia do que poderá ser "a outra coisa", mas a verdade é que por vezes sinto-me como o Poupas nessa imagem.

inadaptado.